domingo, 7 de setembro de 2014

32.a SchlachtFest - Festa Germânica em São Bento do Sul


Desfile típico na principal avenida de São Bento do Sul

No ano em que a seleção da Alemanha conquistou a Copa do Mundo no Brasil, as festas dos imigrantes parecem ficar tão mais interessantes.
O estado de Santa Catarina tem parte da sua formação influenciada pelos germânicos e desses tem as festas típicas em vários momentos do ano sendo a Oktoberfes a mais conhecida.
Porém na primeira semana de setembro, a cidade de São Bento do Sul, localizada no primeiro planalto ao norte do estado, tem a sua festa a Schlachtfest, que já está na 32.a edição. A festa coincide com o feriado de 7 de setembro começando na sexta-feira dia 05/09 até o domingo 07/09, uma espécie de esquenta para oktoberfest.
É uma festa modesta comparada com a Oktober  de Blumenau. Tem o desfile, a comida típica, o café colonial, as barracas de lanche, os produtos do artesanato e os bailes de salão e de animação jovem.

Fotos do Dia na cidade de São Bento do Sul-SC

Comentários: 

ps 01. No mês de janeiro tem a festa pomerana.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Jericoacoara, Feriado de Todos os Amigos, Páscoa e Tiradentes


Quem tem amigos nunca está sozinho! (disse um amigo filósofo)




No final do ano de 2013, eu estava programando as minhas férias para ir ao Chile em Janeiro 2014. A segunda parte ou o saldo de 11 dias eu ainda não tinha idéia do que fazer. Mas eis que de repente no final de setembro, surgiu uma proposta da minha amiga Lívia, de São Paulo. Conhecer Jericoacoara no feriado de Páscoa. Um feriado que emendaria com o feriado de Tiradentes, ou seja de 18 a 21/04, 04 dias. Eu topei na hora e já fui vendo as passagens, pois tinha milhagens da Gol para dar um fim. E seria a oportunidade de encontrar a minha querida amiga que conheci em Bonito-MS no ano de 2011.

E foi uma idéia tão boa. A Lívia teve a adesão de 23 pessoas, antes de fechar o ano. Foi bom começar o ano de 2014 com boas expectativas de viagem, que dependo dos feriados, por causa da pós-graduação em mestrado todos os dias  de sábado.

- Primeiro Dia 17/04

Vôo adquirido, pousada reservada pela Lívia e passagem de ônibus para Jijoca e depois jardineira para Jericoacoara, comecei a semana de férias para organizar tudo e ter tempo para sair e retornar da viagem compatibilizando com o tempo do pessoal de São Paulo que tem vôos diretos em horários após e antes do trabalho no caso do retorno.
Para se ter uma noção do tempo de viagem eu saí no vôo das 07:04 da manhã de Curitiba para conexão em Brasília com saída as  11:30 h e chegada a Fortaleza as 14:00 h. No aeroporto peguei minha passagem de ônibus e jardineira. Às 15:30 h o ônibus da Fretcar me apanhou no aeroporto. Só eu como passageiro, até a rodoviária onde sairia depois às 16:30 h.

Por um tempo sozinho no ônibus para Jijoca de Jericoacoara


Da rodoviária foram seis horas e meia, com uma parada de meia hora para jantar na cidade de Acaraú-CE, no restaurante Castelo Encantado. Depois a troca de ônibus pela jardineira, que lembra um pau de arara  mais ajeitado, em Jijoca de Jericoacoara, para 15 km até a praia de Jericoacoara. Chegando lá uma caminhada de 300 metros com a mochila até a pousada do Véio. Depois de falar com o dono chamado Puça às 23:30 h já estava dormindo.

- Segundo dia, 18/04

Ás 06 horas da manhã o pessoal de São Paulo chegaram na pousada. Como estavam adiantados para o check-in aproveitaram o meu quarto para banho e aguardaram o café da manhã para depois saírem para a praia e descansarem da viagem.

Esse dia foi praticamente de praia, onde depois do almoço eu caminhei com alguns mais descansados até a Pedra Furada. E na volta fomos para outra direção da praia até as dunas para o pôr do sol em meio as nuvens. A noite todos queriam dormir de verdade, depois da mesma jornada que eu fiz no dia anterior.

Pôr do sol visto da duna da praia de Jericoacoara

Fotos do dia

- Terceiro dia, 19/04

Para esse dia a Cris contratou 02 camionetes para nos levar as lagoas Paraíso (primeira) e Azul (segunda). Detalhe é que ela conhece bem Jeri.
O pessoal carregou uma caixa de isopor de cerveja e água para levar em cada camionete. O detalhe é que dividimos em 07 pessoas a carroceria da pick-up e 05 pessoas na cabine dupla. Andar sentado na carroceria foi "punck", para aguentar o percurso de quase 12 km só de ida, até me machuquei nessa. Melhor seria a camionete com bancos na carroceria. Mas foi festa do começo ao fim, com um tempo em cada lagoa durante o dia.



A noite era comer e assistir ao show do Lenine na praça da rua Central sentado no bar Samba Rock para mais música ao vivo.

O cantor Lenine na praça da rua Central

No bar Samba Rock depois do show do Lenine. Muito equilibrio do Silas (no meio da foto
- Quarto dia, 20/04

Nesse dia novamente a Cris contratou os bugues para irmos a Tatajuba percorrer as dunas, descer uma delas de skibunda ou rolando como alguns preferiram.



Na sequência fomos a lagoa de Tatajuba. Como estava armando um temporal as gurias (Lívia, Mari e Gi), que estavam comigo, decidiram voltar a Jeri para almoçarmos num dos bons restaurantes, o Lagosteiro

No cardápio: peixe Delícia (peixe assado com banana e molho branco), bobó de camarão e um vinho Casillero del Diablo Savignon Blanc.



Depois de lá saímos rolando (ops!), caminhando até a sorveteria Gelato e Grano. Aqui só provando porque não tem como falar no blog.

Depois de descansar até o começo da noite, estava programado um Lual na praia. Haviam três tocadores, incluindo esse blogueiro que tocou pelos menos 03 direito. A primeira parte foi de um lado da praia, que tínhamos a concorrência de uma batucada. Então mudamos para outra direção, onde foi improvisado uma luz de vela e espumante (Chandon)  para acompanhar. Logo chegou o Henrique com um repertório de músicas que fizeram a noite muito especial, para um dia que foi de muita qualidade.

Lual na praia de Jeri
Fotos do Dia
- Quinto e Último dia, 21/04

Esse dia foi de praia novamente e com muito sol. Fomos pela manhã na Pedra Furada, caminhando pela parte de cima por causa da maré, que foi bem legal pela vista proporcionada. A diferença é que na primeira vez que eu fui tinha mais gente e agora as fotos no local eram só para nós.



Na volta caminhada e fotos nas dunas, na outra direção da praia. Depois um almoço no restaurante Cantina Tropicana na rua do Forró a base de peixe robalo. E foi batendo uma vontade de ficar mais, porque o sol estava muito bonito. Mas era o último dia e estávamos programados para sair às 16 horas para Fortaleza, onde teríamos o vôo das 2:20 h da manhã para Guarulhos e para mim a saída para Curitiba as 08:40 h.

Fotos do Dia




Comentários da Viagem

Ps. 01 - Sair as 07 horas de Curitiba e chegar as 23 horas em Jericoacoara não é fácil, mas é uma viagem que recomendo.

Ps. 02 - Parar para comer a noite em Acaraú-CE no restaurante e pousada Castelo Encantado pode ser uma boa se você vai chegar tarde em Jericoacoara.

Ps. 03 - Só falta a viagem para Aracajú-SE e fecho todas as capitais do nordeste brasileiro. Pensando nas próximas, como a ida aos cânions do São Francisco na divisa com Alagoas.

Ps. 04 - Jericoacoara é um Parque Nacional gerenciado pelo IBAMA. Lá você só entra de carro se conseguir vencer os 07 km de estrada de areia e tiver estacionamento na pousada. Caso contrário deixa o carro em Jijoca e vai de jardineira ou se passar a estrada de areia deixa o carro no estacionamento na entrada da vila.

Ps. 05 -  Os carros de fora que ficarem na rua de Jericoacoara são multados a todo momento, multa leve. E os carros que transitarem pelas dunas sem autorização são multados pelo IBAMA em torno de 1500 reais.

Ps. 06 - A nossa volta de van para Fortaleza foi muito engraçada. O motorista só reclamava, não de nós, da vida mesmo. As músicas que ele tinha eram de baixo nível. Havia um cd de um grupo que é um tipo de É o Tchan ressuscitado. Bendito mini Ipod que eu levei e funcionou no dvd-car. 

Ps. 07 - Contato para passagem de ônibus e jardineira da Fretcar no aeroporto é a Open Point Turismo . Foram cobrados 73 reais de passagens e serviço com todo o assunto resolvido por email.

Ps. 08 - Duas pessoas com nome de Jesus em plena Páscoa é muita coincidência, mas elas param por aí!

Ps. 09 - Como é possível o pôr do sol no mar em Jeri. A praia de Jericoacoara geograficamente está com a região do Caribe  á sua frente. Assim a duna para ver o pôr do sol posiciona o observador nessa direção.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval 2014 - 4. Dia Cachoeira do Funil

saída no trevo de Itararé-SP

No último dia de carnaval, uma saída pelo período da manhã a partir do hotel até a cachoeira do Funil. Essa é a cachoeira do 1. dia que chegamos ao anoitecer e não se via nada. O percurso já havia feito no mesmo dia mas de retorno o que ao contrário é bem melhor porque é só descida de 6,0 km.

uma das travessias de riacho no lageado


Essa é uma cachoeira fria por estar num local mais fechado e o dia também amanheceu fechado como se o sol fosse se despedindo do feriado. 



Mas nem por isso deixar de aproveitar o banho, ainda mais porque é uma cachoeira que se pode entrar por trás da queda.




Na volta, eu, Fabi, Reinaldo, Jane e o namorado subimos uma estrada para descer um trecho técnico até a ponte de ferro da Ferrovia Sorocabana que está desativada desde a década de 90. Alguns lugares que passamos de bicicleta era o trilho do trem. 

Foto by biker Jane Mendes

Desse trecho passamos novamente pela gruta da Barreira encontrando a rodovia para retorno ao hotel no centro de Itararé-SP e preparar para retornar para casa.

Os Bikers que voltaram pedalando

Fotos do Dia



Trilhado no GPS

 

Comentários

Ps.01 - Bem que o trecho desativado da estrada de ferro poderia ser uma ciclovia, porque é um lugar de pouca inclinação por causa dos trens da época e pertencente ao governo. Tanto que nota-se na entrada de Itararé-SP que as margens do trilho foi invadida, mas a passagem está lá. Mas esta idéia é para um outro tipo de país, governo e povo. 

Ps.02 - O total pedalado foi de 94,07 km nos 04 dias de feriado. E onde tem cachoeira tem descida e 
na volta subida, então não é tão pouco quando se aproveitam os lugares.

Ps.03 - As chuvas do carnaval só apareceram no final da tarde quando estávamos na estrada retornando.

Ps. n+1 - Para variar os erros aqui sempre aparecem de tempos em tempos, que coisa! Mande um aviso se achar algo estranho.

Outros Locais Pedalados no Feriado:

Carnaval 2014 - 1. Dia Gruta de Barreira e Cachoeira do Funil - Sengés-PR e Itararé-SP

Carnaval 2014 - 2. Dia Cachoeiras e Cânion do Jaguaricatu

Carnaval 2014 - 3. Dia Cachoeiras do Rio da Vaca


segunda-feira, 3 de março de 2014

Carnaval 2014 - 3. Dia Cachoeiras do Rio da Vaca


Reinaldo, nosso guia de Itararé-SP, é um atleta de MTB e assim gosta de trilhas e estradas diferentes. Nesse dia saímos do hotel no sentido contrário dos outros até uma área de reflorestamento de eucaliptos onde pedalamos até uma trilha que saiu em direção ao rio da Vaca.

Quedas do Rio da Vaca com vários panelões

Nesse local ficamos um tempo e depois atravessamos para o outro lado da margem para seguir adiante até um parquinho, onde foi feita essa foto, e até um recanto onde existe um bar e piscinas rasas no encontro de dois rios. Para alguns a volta foi pedalando por 10 km.



Fotos do Dia


Trilhado no GPS


Comentários

Ps. 01 - O pedal do dia foi curto porque o anterior exigiu bastante de algumas pessoas.

Outros Locais Pedalados no Feriado:

Carnaval 2014 - 1. Dia Gruta de Barreira e Cachoeira do Funil - Sengés-PR e Itararé-SP

Carnaval 2014 - 2. Dia Cachoeiras e Cânion do Jaguaricatu

Carnaval 2014 - 4. Dia Cachoeira do Funil 

domingo, 2 de março de 2014

Carnaval 2014 - 2. Dia Cachoeiras e Cânion do Jaguaricatu

Saindo da casa da dona Augusta
No 2. dia, a pedalada saiu a partir da casa da dona Augusta, depois de andarmos de ônibus por 33,56 km de Itararé até Sengés-PR. Esse seria o mesmo local de retorno para um café da tarde.

Pedalamos 3,5 km até a primeira cachoeira, da Cabeceira após esse trecho o ônibus não acompanharia mais.

Cachoeira da Cabeceira para o primeiro banho.
Desse local seguimos para a cachoeira dos Veadinhos, onde havia uma descida de 800 metros, que na volta cobrou a diferença.

Cachoeira dos Veadinhos
Da cachoeira dos Veadinhos voltamos para estrada e seguimos em frente para mais uma descida até o mirante do cânion do Jaguaricatu.

Cânion do Jaguaricatu
Voltamos para a estrada bem menos dessa vez, e continuamos descendo cerca de 5 km até a cachoeira do Lajeado Grande (Véu da Noiva).

Cachoeira do Lajeado Grande
Depois dessa cachoeira um pouco mais de descida até a ponte e desse ponto em diante foram 8 km de subida até a casa da dona Augusta para um café da tarde com pão caseiro, doce, manteiga, queijo e bolinho frito e final do pedal de um dia inteiro.

Fotos do Dia


Trilhado no GPS

 


Comentários

Ps.01- Embora todas as atrações estejam em Sengés-PR a infraestrutura de Itararé-SP acaba fazendo o turista chegar até os locais.

Ps. 02- Foram 32 km de pedaladas, contanto as saídas para as cachoeiras e o cânion. Sendo que depois da última foram 6,5 km de subida até a casa da dona Augusta. Foi um pedal difícil por causa dos desvios até os locais.

Ps. 03- Guardada as devidas proporções o Cânion do Jaguaricatu me lembrou os Aparados da Serra.

Outros Locais Pedalados no Feriado:

Carnaval 2014 - 1. Dia Gruta de Barreira e Cachoeira do Funil - Sengés-PR e Itararé-SP

Carnaval 2014 - 3. Dia Cachoeiras do Rio da Vaca  


Carnaval 2014 - 4. Dia Cachoeira do Funil  

sábado, 1 de março de 2014

Carnaval 2014 - 1. Dia Gruta da Barreira e Cachoeira do Funil - Sengés-PR e Itararé-SP

Na estação de ferro sorocabana em Itararé-SP

O carnaval é um feriado em tanto pelo número de dias. Sempre se pensa na praia nessa época. Há um tempo deixei de ir para o litoral. A idéia de todas as pessoas na mesma direção perdeu a graça devido aos congestionamentos da estrada, supermercado, padaria e areia da praia.

Desde que existe esse blog o Carnaval foi a saída na direção contrária. Dessa vez não foi diferente. Já haviam 03 anos que a Bike Ativa levava o pessoal para Itararé-SP na divisa com Sengés-PR. E fazia tempo que eu estava curioso por ser uma região de cachoeiras e ter um cânion. Uma mistura de Prudentópolis-PR com Guartelá em Tibagi-PR.

1. Dia Chegada - Gruta da Barreira e Cachoeira do Funil - 01/03/2014

Saímos de Curitiba-PR as 09 horas da manhã e tivemos uma parada para uma manutenção de emergência num posto de gasolina. O que estava previsto para chegada as 11:30 h, aconteceu as 13:30 h. Na chegada em Itararé-SP logo foi almoçar, guardar a bagagem no hotel Paraíso e sair pedalando quase as 17:00 h. A idéia do percurso era de 15 km por  uma trilha até a gruta da Barreira


Gruta da Barreira
De lá o guia Reinaldo perguntou se queríamos ir até a cachoeira do Funil. Embora estivesse escurecendo topamos porque fica perto da rodovia e a volta seria de ônibus com as bicicletas na carreta.

Ao chegarmos na cachoeira estava escuro e não tinha condições para a foto. Meia-hora nesse local e fomos para a rodovia atravessando o rio no lageado por duas vezes.
Chegando lá, enquanto colocavam as bicicletas na carreta eu e a Fabi voltamos pedalando o percurso de 6,0 km de subida até Itararé.

Fotos do Dia



Trilhado no GPS




Comentários:

Ps. 01- As fotos da Cachoeira do Funil vão aparecer no último dia porque já havia anoitecido.

Ps. 02- Na gruta da Barreira existe um monumento ao soldado Constitucionalista da Revolução de 1930.

Ps. 03- Sobre a Estação de Ferro Itararé, aqui .

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Guaraqueçaba em Dias Tórridos, Férias

Pôr do sol a partir de Guaraqueçaba com nuvens de chuva que a dias não vem
Quantas oportunidades adiamos na vida? Ás vezes em dizer o quanto amamos alguém porque se pensa em um amor maior, ou então a visita aos pais ou aos amigos porque se tem a certeza que eles ainda estarão aqui e deixamos para outra data, e aquela mudança de emprego porque o novo é desafiante, e a viagem porque esperamos uma boa companhia que ás vezes não é tão boa, por ser uma idéia pessoal e pode não combinar.

Algumas vezes pensei em ir a Guaraqueçaba quando tinha tempo. Isso foi em feriados longos e férias. Tinha a desculpa de estar a 100 km ou então que um dia faria pedalando ou quem sabe de carro. 




Nessa oportunidade de mais uma semana de férias, depois de voltar do Chile, resolvi ir de verdade. Saí de carro na terça-feira com a bicicleta na bagagem, na dica do amigo Augusto. A idéia era ficar até sexta-feira dependendo da programação.

Eu fiz reserva no hotel Eduardo I e cheguei a Guaraqueçaba as 11:30 h. O barco que sai de Paranaguá as 09 horas da manhã e leva o tempo de 2:30 horas. Praticamente no almoço eu cheguei lá. E sem o que fazer, ainda mais na semana que estava quente,  na previsão dizendo dias tórridos por causa da sensação térmiaca de 40 graus Celsius.

No mesmo dia fui falar com o João, dono da pousada Chauá, que é também o dono da RPPN Sebuí, uma reserva que tem passeios de um dia ou hospedagem para conhecê-la melhor, com destaque para a famosa revoada dos papagaios de cara-roxa. 

Mas na minha programação tinha pedalar no dia seguinte até o Salto Morato, uma reserva ambiental da Fundação Boticário. No dia eu sai na quarta-feira as 08:00 horas da manhã para um percurso de 19 km. Até que fui rápido chegando lá as 09:30 h.

a caminho do salto Morato

Depois da atendente na cancela, a visita é autoguiada, chegando num estacionamento da área dos visitantes. Depois uma trilha até uma piscina formada pelo rio Morato. Parada para um banho bem vindo num dia de calor.




Nesse local logo depois chegou uma família de Matinhos-PR, com duas crianças, uma de 2 e outra de meses de idade e vieram de carro (ecosport) para um bate-volta, mas tiveram que ficar mais 01 dia. Então filhos pequenos não são desculpa.
Depois de uma hora de banho segui mais 600 metros até o salto, num total de 1500 metros dessa parte. 



O local do salto é para as fotos, o banho embaixo da cachoeira não é permitido porque existem pedras no caminho com risco de queda.
Comecei a retornar perto do meio-dia. O sol estava muito quente. As subidas que costumo pedalar acabei empurrando a bicicleta. Fiz algumas paradas para me recompor. Cheguei no hotel as 13:30 h preocupado com horário dos restaurantes, porque durante a semana não tem tanto turista, mesmo nas férias.

Até que sobrou alguma coisa de mim depois do pedal no calor
Enfim, eu fiz o meu tira-teima sobre Guaraqueçaba. Por causa do calor não fui na feira de artesanato no último dia, para comprar uma rabeca. O passeio para a RPPN do Sebuí não teve e no dia seguinte resolvi voltar.
Pretendo voltar noutra ocasião, talvez de carro, talvez com um grupo ir a reserva do Sebuí e a mata Atlântica com suas exclusividades, as 10 cachoeiras e o pôr do sol com a revoada dos papagaios.

Fotos do Dia
Trilhado pelo GPS



Comentários:

Ps. 01- Por causa do calor fiquei me devendo uma volta pela tarde até a feira de artesanatos no mesmo dia da pedalada para achar uma rabeca.

Ps 02- A ida de carro depende das condições da estrada. Se houver chuva no período é melhor consultar o DER  para saber se não há trechos alagados, ou então ligar para uma pousada para informações. 

Ps. 03- Deixei o carro no Estacionamento Bom Abrigo; Rua Correa de Freitas, nº89. Centro. Mas se voltar antes, não caia na conversa que eles não devolvem o dinheiro.

Ps. 04- E faltou tempo para a trilha da Figueira na reserva Salto Morato, por causa dos seus 5 km de percurso.

Ps. 05- Tempos de percurso dos 17,5 km:
  
ida em 50 minutos
volta em 1h e 15 min. com pausas por causa do calor

 Ps. 06- Se você fizer o mesmo de bicicleta, saia as 07:30 h no máximo para aproveitar bem o tempo no rio, porque a volta com certeza será próximo do almoço. A não ser que você se prepare para passar o dia o que é muito recomendável. Se eu soubesse da trilha da Figueira teria feito isso.

Ps. 07- O relato sobre a RPPN do Sebuí me deixou com vontade de voltar.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Minhas Impressões da Viagem a Santiago, Pucón, Valparaíso, Viña del Mar - Férias no Chile.


Um condor para se entregar e flutuar tem que ter a leveza! (Autor desconhecido) 

No cerro San Cristóbal, durante a descida até a saída Valdivia. Ao fundo o maior prédio de Santiago do Costanera Center.

Quando a viagem de férias tem vários dias para relatar, eu prefiro concentrar todos os comentários num post só. Espero que aqui tenham informações que lhe sirvam para começar uma viagem, nem que seja pelo blog.


Ps. 00- Esta viagem teve como consulta aos amigos Gilson, Julia e Maiuly e os sites da Internet na seguinte ordem:

- Viaje na Viagem , do viajante profissional Ricardo Freire, sobre o Chile.
- Nos no mundo, que falou como ir a Viña Undurraga gastando pouco.
- Puconia, agência sobre passeios, mas que não utilizei, só me informei.
- Across the Universe, sobre os passeios por conta em Valparaíso e Viña del Mar
- La Biciverde, passeios de bicicleta em Santiago.
- Like Chile, várias dicas de Santiago como por exemplo o turismo a cada estação de metrô.

Ps 01- Uma coisa que deveríamos nos orgulhar. O chileno é muito patriótico, eu vi bandeiras em vários lugares.

No Mercado Central

No centro de turistas em Pucón

Atrás do Palácio de La Moneda

Na gravação do programa de esportes

Ps 02- Os passeios do 1º dia em Santiago foram todos em inglês. No La Biciverde o guia falava muito sobre as questões históricas e políticas. Em 10 minutos eu perdia a atenção em meio a quantidade de assuntos e barulhos ao redor.  Imaginem como foi o Tour for Tips no Mercado Vega (hortifruti).

Ps. 03-  Ficar no hotel Ibis Alameda e partir para outras regiões do Chile por causa do terminal Alameda e terminal Sur é a melhor opção.

Ps. 04- A organização do terminal Sur para saída de ônibus é maluca. A plataforma que eu sairia era  entre a 38 e a 46, e você no horário perdido com a quantidade de gente com pouco espaço, e olhando para todas as plataformas. O local tem um fluxo de veículos ao redor muito grande e com ruas estreitas. 

Ps. 05- Tour 4 Tips é por contribuição. A minha foi de 5000 pesos. No Biciverde o passeio foi de 12000 pesos. Para saber em Reais é só multiplicar por 05 e dividir por 1000.

Ps. 06- Pucón, região da araucania também tem pinhão, a araucária de lá difere por ter mais galhos ao longo do tronco. O clima quase lembra o de Curitiba. A principal rua lembra a cidade de El Calafate, onde estive em Janeiro de 2013.

Ps 07- Em Pucón se você for subir o vulcão Villarica procure as agências Patagônia Adventure e Mountain Life. Essas podem custar mais caro. Procure saber se o grupo é de montanhistas para que não forcem a desistência na metade. Da agência que quase me levou e as demais que também abortaram, não vou comentar nada, porque não tem o que falar de bom, mas posso lhe responder por email quem não recomendo. O detalhe é que adiam a subida malandramente e não devolvem nem parte dos 40.000 pesos chilemos o equivalente a 70 dólares.

Ps 08- Se levar a bota impermeável para subir o vulcão com neve, leve uma meia para o frio porque a bota não isola do frio.

Ps 09- Na subida ao cerro San Cristóbal você pode comprar o bilhete do teleférico de 1/2 ou 1 tramo. 01 tramo você desce na 1° parada e vai ao zôo e que custa 3000 pesos para entrar. Depois volta e segue até a 2° parada que é o alto do cerro. Não preciso dizer o que acontece se você comprar meio tramo e descer antes.

Ps. 10- Ir ao vinhedo Undurraga foi uma indicação da amiga Cris. No ano passado estivemos na Patagônia na cidade de Puerto Natalles-CHI. Segundo a Cris, é o que o chileno costuma beber.

Ps. 11- Você precisa ver o cerro San Cristobal em 360º.

Ps. 12- Muitos brasileiros no cerro Santa Lucia.

Ps. 13- Uma opção para quem vai de ônibus a Valparaíso é comprar a volta a partir de Viña del Mar.  Isso se você faz o passeio pela Rodotour. Assim aproveita para conhecer melhor o local que é uma cidade mais nova e mais estruturada com lojas de grife aos interessados.

Ps. 14- Curiosa a história da cor das casas nos cerros de Valparaíso-CHI. Eram por causa das sobras de tintas da pintura dos navios que chegavam ao porto. Uma tradição nas cores que ainda é mantida.


Cores de navios nas casas de Valparaíso


Ps. 15- No último dia em Santiago (sexta-feira) fui a localidade de Quilicura, uns 30 km, de metrô e ônibus integrado. Fui conhecer os Out lets. Buena Ventura Premium é um deles. Não valeu a pena, o preço era muito próximo do Costanera Center.

La Sebastiana a casa em Valparaíso
La Chascona a casa em Santiago


Ps. 16- Enquanto eu andava em Santiago me dei conta que sabia pouco sobre Pablo Neruda. Só por causa do filme O Carteiro e o Poeta. No comentário do motorista da van para o aeroporto ele me falou do livro 20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Achei esse livro na Internet e copiei alguns trechos para os posts Valparaíso e Caminhada em Santiago por causa das casas dele que visitei. Tem outra casa em Isla Negra onde ele e Matilde estão enterrados, mas essa ficou para outra viagem. Detalhe que esse livro foi escrito quando Neruda tinha 20 anos de idade, são poemas de associação do amor com a natureza.

Ps. 17- No caminho de retorno ao aeroporto de Santiago, o motorista me perguntou se uma viagem sozinho era para reflexão. Eu disse a ele que li alguns relatos sobre isso. A minha viagem era de aventura mesmo, como a maioria deste blog. Afinal é preciso trazer de volta para o Brasil a mesma pessoa que saiu, ou seja eu mesmo com mais "bagagem".

Ps. 18- De volta em casa é que me dei conta de como essa viagem foi muito boa. Enquanto estava lá, tinham meus roteiros, que alterei algumas vezes. Houve o tempo do planejamento de 04 meses que facilitaram muito. Tem muitas histórias nesse blog, todas tem suas experiências, mas essa é especial por ser a primeira sozinho no exterior. Sinto por não tê-la escrito melhor e também por não fotografar, talvez por ser a primeira.

Ps. 19- Desde o ano passado que eu tenho um smartfone. Usei muito a internet (que lá é boa, talvez melhor que no Brasil) consultando páginas sobre os lugares que eu queria ir. Usei também o skype para falar como telefone e o maps google quando precisava seguir um roteiro, principalmente de metrô e ônibus. Claro que tudo isso via wi-fi, porque o roaming é caro e pode compensar ter um pré-pago local.

Ps. 20- Em Pucón, eu fiquei no Pucon Hostel. Em Santiago eu fiquei no hostal Almenas, no bairro Providência. Nos dois fiquei em quarto individual. Custaram cerca de 50 dólares ao dia. A diferença foi o tratamento. No interior tem-se uma melhor cordialidade. Em Santiago as atendentes não  sentiam-se a vontade para entender um brasileiro, mesmo ele simpático, engraçado e de férias. 

Ps 21- Em termos de temperatura, eu fui de um extremo ao outro. Temperatura abaixo de zero na subida ao vulcão Villarica e 39ºC pedalando no bairro Vitacura em Santiago. 

Ps. 22- Um dia eu estava atravessando um cruzamento perto da Plaza Italia em Santiago e vi uma pessoa parecida com alguém que trabalha comigo. Em outra ocasião uma garota me lembrou alguém da dança de salão. E assim outros, mas nem tanto. Comecei a questionar o que era isso, talvez a vontade de ter pessoas conhecidas por perto, embora tenha falado com muitas. Concluí que era "ambientação". Ao estar bem num lugar, eu já estava ambientado a ponto de fazer comparações espontâneas sem me preocupar com o que viria pela frente.

Ps. 23- No último dia em Santiago também fui as feiras de artesanato. Em Bela Vista queria uma camisa da seleção chilena de camelô, uma vez que a oficial tinha acabado nas grandes lojas. Um comerciante me lembrou da feira de Santa Lucia e corri para lá na última hora e achei a camisa. Achei também um dos meus hobbies, que é colecionar jogos de xadrez temáticos, um jogo com personagens dos índios mapuches e colonizadores espanhóis, bem chileno.

Ps. 24- Quando li que em Pucón haviam dois riscos a saúde, que era o rotavírus transmitido pelo rato e a "araña de ricon". Sobre a aranha fui conferir na internet que e se trata da nossa conhecida e temida e que existe em Curitiba, a aranha-marrom.

Ps. 25- Lapislazulli foi o apelido que eu dei a mountain bike em Santiago, porém Lapis Lazúli é uma pedra de cor azul que só é encontrada no norte do Chile e no Paquistão. Trouxe algumas delas para presentear.

Ps. 26- Em Santiago e até mesmo em Pucón o motorista dirige para o pedestre e o ciclista, ou seja tem-se o maior cuidado e respeito, porque esses vêem em primeiro lugar. Nos cruzamentos onde o semáforo era do pedestre se espera mesmo, ao contrário aqui do Brasil. E quando você está numa situação confusa de cruzamento eles esperam. Por outro lado quando o pedestre ou o ciclista cometem um erro são chamados a atenção.

Ps n+01. E como os erros de português se criam e aparecem ao longo do tempo, me desculpe.


quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Visita a Viña Concha y Toro


Viña Concha y Toro
Último passeio no Chile, mas não o último dia. Depois de visitar a Viña Undurraga, eu me interessei pela Visita Casa do Marques Concha que tem a parte com o somelier ou a somelier que foi o que aconteceu. Fui com o grupo de brasileiros e o guia João, brasileiro de Porto Seguro-BA. E mais uma vez eu estava adiantado no horário, tudo por causa do eficiente transporte urbano de Santiago.

A visita é muito parecida na questão dos parrerais, mas a enfase é para a uva carmenere que é exclusiva do Chile, porque na Europa ela foi dizimada por uma praga há muito tempo.

A história do Casillero del Diablo é bem curiosa. Depois eu e mais um casal de Recife fomos para uma sala separada para degustação com a somellier. Ela apresentou 4 vinhos; savignon blanc, carmenere, cabernet e merlot. Todos acompanhados de queijos e pães próprios para cada degustação.

Saímos com os presentes: uma tábua de frios e a taça de vinho. Lá fora tinha uma apresentação do grupo de música e dança na qual fui convidado para uns passos, não poderia rejeitar.

Fotos do Dia



Na volta para o centro de Santiago eu resolvi almoçar no restaurante Giratorio, que fica no 18. andar de um prédio perto do Costanera Center. O detalhe é que a áreas das mesas se movimenta em relação ao prédio. Diria que o meu almoço foi quase uma mudança de 0 a 180 graus.




quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

De Mountain Bike em Santiago


Durante a pedalada em frente ao Cerro Santa Lucia

O melhor dos passeios foi nesse dia. Pedalar pelos parques e ruas de Santiago é de uma satisfação enorme. Quase como se integrar a vida santiaguina. Se pedala muito em Santiago, tem diversas ciclovias, uma delas atravessa a cidade ao lado do rio Mapocho numa extensão de 16 km.

Aluguei uma mountain bike no La Biciverde, que apelidei de Lapislazuli, que é uma pedra azul encontrada no norte do Chile. O custo foi de 15000 pesos das 09:00 h até as 18 horas. E valeu cada centavo.

Comecei subindo o Cerro San Cristobal num desnível de 700 m, chegando no topo as 10 horas da manhã.

No cerro San Cristobal pela manhã
Depois do outro lado do cerro, no Anfiteatro Pablo Neruda
Lá pude fazer fotos que no 1. dia não consegui por causa de muita gente. Depois desci até perto de uma piscina Tapahue e mais a frente parei para tomar um mote con huesilllios. De lá fui até um outro mirante perto do centro ambiental e da saída Pirâmide. Depois me informei como seguir a ciclovia porque ali é um acesso de várias rodovias. Fui então para o outro lado do rio entrando no bairro Vitacura. Lá eu pedi informação de como seguir em direção ao Costanera Center, que é a melhor referência da cidade.

No bairro Vitacura encontrei essas bicicletas do banco Itaú

Quando estava perto do Costanera Center avistei uma lanchonete para almoçar próximo da avenida e aproveitei o horário. Feito isso segui a ciclovia em direção ao Parque Florestal. A idéia era ir até a antiga estação Mapocho e virar em direção ao Palacio de la Moneda. Nese caminho fotografei a nova ciclovia e fui até a autopista.


Estação Mapocho, antiga estação de trens


Circulei um pouco até o Palacio de la Moneda e resolvi voltar. Eram perto das 16 horas e para mim já estava bom. Esse passeio de 30 km com vários desníveis.

Trilhado no GPS



Fotos do Dia



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