sábado, 27 de novembro de 2010

Janela da Cotia, Caminho da Conceição - Usina de GPS

De Caminho da Conceição - Janela da Cotia - Usina de GPS
1- Barragem (rio Capivari)         9 - Janela de Desemboque
2- Reservatório                          10- Janela Superior
3- Tomada dágua                      11- Janela Intermediária
4- Canal de Adução                  12- Central Geradora
5- Janela da Conceição             13- Galeria de Acesso
6- Janela da Cotia                      14- Canal de Fuga
7- Chaminé de Equilíbrio          15- Rio Cachoeira
8- Conduto Forçado
Figura e detalhes retirados do folder de visita a Usina Governador Parigot de Souza. Cortesia COPEL

O nome do estado do “Paraná” significa em tupi-guarani, Rio Grande. Coincidentemente o Paraná tem muitos rios. Esses rios proporcionaram a construção de várias usinas hidrelétricas, dentre elas a maior que é usina hidrelétrica de Itaipu, superada apenas pela recém construída Três Gargantas na China.

Até a década de 60 o Paraná tinha pouca energia elétrica e o seu desenvolvimento ainda dava os primeiros passos e a COPEL tinha menos de 10 anos de criação. Mas esses passos já eram firmes. O que muitos desconhecem é que existe uma usina da COPEL, onde o lago foi represado de um lado da serra na região do 1. planalto, perto da cidade de Curitiba, e suas águas são levadas para outro lado por dentro da montanha, descendo até os geradores de energia instalados dentro dessa mesma montanha na cidade de Antonina. Essa é a Usina Capivari-Cachoeira ou Governador Parigot de Souza.

De 1963 a 1968 foram os preparativos de terraplanagem e construção de túneis, sendo o de adução (túnel horizontal) de 14,1 km e o túnel onde estão instalados 2 condutos forçados de 1080 metros de comprimento todo revestido de concreto, sendo os últimos 550 metros em aço, numa inclinação de 40 graus, causando um desnível represa-turbina de aproximadamente 754 m. Durante a obra, túneis transversais foram feitos para encurtar o acesso de equipamentos da obra e descarga de material retirado na formação do túnel principal. Dentre estes túneis,  02 são conhecidos do pessoal de hiking que são a Janela da Conceição (mais distante da fazenda de acesso) e a Janela da Cotia, os dois próximos do Caminho da Conceição, numa localidade da cidade de Antonina próximo ao bairro Alto, poucos quilômetros da entrada da Usina Capivari-Cachoeira.  Depois dessa preparação a usina ainda levaria mais 03 anos para montagem de equipamentos e demais detalhes, sendo inaugurada em 1971, com a potência de 260 MW, que na época era considerada de sobra para o Paraná., uma obra que projetou a COPEL na área de engenharia e construção de porte. Hoje o potencial da COPEL está em 5310 MW.

As duas janelas da Cotia e da Conceição ficam no canal de adução de 22 km. O acesso até elas requer conhecimento, pois a trilha está fechada pelo desuso.

Nesse blog será comentado a ida até a Janela da Cotia.
Quando chegamos ao bairro Alto o dia seria de tempo nublado e sem chuvas, durante a semana choveu todos os dias. Seguimos até a casa do sr. Antonio, morador local, que serviria de guia. E começamos a trilha na fazenda de acesso, a Lírio do Vale. Na estrada muita lama, nos últimos dias passaram uma máquina, para limpeza e acesso as torres da COPEL. Já no começo nos deparamos com as ruínas dos condutos da antiga usina da Cotia. Na parte onde desciam esses coondutos subimos o morro junto as suas bases. No final chegamos próximo ao reservatório de desemboque, numa área conhecida por Piscina dos Elefantes, que é um conjunto de vias e reservatórios da antiga represa da usina. Havíamos subido 400 metros. Logo voltamos para a estrada, até a uma bica dágua que faz parte dos condutos que levavam água até a Piscina dos Elefantes.

Caminhando estrada acima fomos até onde há uma ponte com a metade desabada. Muito arriscado passar pelo que restou dela, então atravessamos o rio para a outra margem (direita da descida do rio), mas nesse ponto uma pausa para um lanche,  e seguimos por uma trilha até o limite, atravessando para a margem esquerda do rio. Nesse lado uma indecisão, a mata era fechada. Até então os relatos de outros trilheiros é que a partir de um ponto segue-se pelo rio, sobre as pedras, o que na verificação do guia Antonio seria perigoso. Então seguimos pela mata abrindo caminho com o facão. Pela margem do rio avistamos uma parede junto ao rio um muro 3 metros de altura. Nesse local está a ponte de perfis de aço ou trilho, que não é uma ponte completa. Estávamos próximo ao portão de acesso ao túnel Janela da Cotia. Caminharmos um pouco dentro do túnel retornamos. O túnel tem cerca de 1,0 km e não vale a pena percorrê-lo no total porque há outro portão, mas cadeado. O outro lado é o canal de adução com uma comporta para o túnel.
Na volta do túnel ou janela atravessamos o rio junto a ponte de ferro e fomos até o local conhecido por Disco Porto , pelo seu aspecto construtivo que é uma estrutura de concreto da época da obra. O nome é por muitos dizerem parecer com uma base de disco voador.

Total de trilha 8,6 km. Ida e volta 17,2 km. Elevação da estrada do bairro Alto até a janela da Cotia 672 metros.



Ps. Talvez um grupo empresarial reativará a usina da Cotia, uma PCH - Pequena Central Hidrelétrica com potencial máximo 5 Megawatts.

Demais fotos: Raquel, Estela  e Rogério

Percurso GPS clique abaixo na barra superior.



Comentários:

Ps 01. Passado um tempo encontrei esse post do Pedro Hauck bem interessante.

sábado, 13 de novembro de 2010

Caminho do Vinho, Três Pedalantes

O Caminho do Vinho, a rota colonial do município de São José dos Pinhais, um dos cinturões verdes da região metropolitana de Curitiba.

Há tempos havia sugerido esse roteiro para pedaladas. Esse ano em Julho (dia do jogo Ale x Arg da Copa), eu até fui lá perto com o Heron numa marcação de percurso para caminhada na colônia Muricy. Mas foi um pedal bati e volta e cãibra, por causa dos 60 km desde casa.

No passeio de hoje não, tranquilo, por outro lado pela colônia Mergulhão uma volta na parte de cima e retorno próximo do trevo da colônia Muricy, cerca de 20 km.

Maumau, Ju e Raquel (fotos), saímos do Casarão Café Colonial pela direita em direção a represa da Sanepar. Para alcançar na parte de cima o vinhos Dom Fernando, onde fizemos uma parada.

De Caminho do Vinho, Três Pedalantes

Depois seguimos até o pesque-pague Cachimbo. Ali um pouco de erro tentando pegar o caminho para Gamelas. Depois voltando pelo caminho certo seguimos passando pelo trevo da Muricy e tomamos o caminho de volta ao café.
E assim foi um pedal despretensioso de uma tarde só, num sábado de véspera de feriado, com a presença bem servida da Ju e da Raquel.



No mapa:


sábado, 6 de novembro de 2010

Piraí do Sul - PR, Trilha do Cânion da Chapadinha, Cachoeira Paulina



E como tava difícil o último mês para se fazer uma trilha, ou qualquer coisa ao ar livre. Todo o final de semana de outubro chovia. E quando não choveu no dia 23/10 eu tinha uma prova de Cross-duathlon do Naventura e perdi a Trilha da Mamona.

Mas a trilha da pousada Serra do Piraí, segundo a Raquel (fotos) sairia de qualquer jeito, se bem que antes tinha sido cancelada por causa da chuva.
Um sábado de previsão de pouca chuva e saímos para viajar até a cidade de Piraí do Sul, com uma parada antes para ir até a pedreira do Rubinho, desativada, para umas fotos. Um passatempo para adiantados.

Por volta das 11 horas da manhã chegamos na pousada e tivemos que aguardar o Emerson proprietário e guia. Na recepção fomos recebidos pelos cães labradores dele, que depois soubemos o nome Picumã (preto) e Jau-jau (claro). Cão labrador quem conhece sabe que há uma lei na América do Norte, que diz que todo cão morde pessoas, menos o labrador.

Quando o Emerson chegou, quase ao meio-dia saímos para trilha do cânion da Chapadinha com final na cachoeira Paulina. Eu fiz uma estréia de um GPS, sem muita instrução fui tentando marcar a trilha. Mais umas trilhas e colocarei num desses blogues.

A região de Piraí do Sul faz parte da Rota dos Tropeiros que vem da Lapa até Sengés na parte do Paraná. A paisagem é típica dos Campos Gerais, muita pedra, gramíneas, morros e entre vales que formam rios e desses rios aparecem cachoeiras, é uma paisagem típica paranaense.

No caminho os labradores sempre entravam numa poça de água, mas a cachoeira mostraria outras surpresas, andamos por cerca de 1:30 h. 

Ao chegarmos na cachoeira, uma vista em tanto, a queda de 60 metros com uma prainha de areia branca. Ir lá e não entrar na água, não teria graça, mas estava gelada, apesar do mês de novembro ser de calor.

Na cachoeira percebi que tinha perdido meu óculos na trilha, então era fazer o caminho de volta. Depois de algumas subidas, lá estava ele perto de um tronco que havia me abaixado para passar.

Na volta retornamos a pousada para um café da tarde colonial, até a 18:30 h quando retornamos para Curitiba.


ps. a Raquel que organizou o passeio descobriu esse local no programa da RPCTV Meu Paraná. Confira aqui.


Demais informações no site Pousada da Serra do Piraí.

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