sábado, 26 de junho de 2010

É o trem, é o trem, é o trem do forró - De Recife a Cabo de Santo Agostinho-PE

De É o Trem, é o trem, é o trem do forró

Eu tenho um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Bem na madrugada ia revelar

Foi quando um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente se mudar

Eu lembrei das palavras doces
Que um dia falei pra alguém
Que tanto tanto me amou
Me beijou como ninguém

Que flutuou nos meus braços
Mudou os meus planos
E nossos segredos confidenciamos
Sem hesitar

laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá
laiá laiá Lá....

(Confidência - Falamansa)

Esse forró pé-de-serra,  que não é de origem nordestina, mas estava lá no trem, não me sai da cabeça. Talvez porque na volta para casa ele teria algum significado.

Último dia de férias no nordeste e na programação o trem do forró que parte do Marco Zero em Recife.
Tudo começou antes da minha viagem, quando o meu amigo Marcos mandou um site sobre um trem do forró, que era uma excursão que sairia em junho de Minas Geraes até a Paraíba, pelas cidades típicas das festas juninas do nordeste como Caruaru e Campina Grande.
Duas semanas antes da viagem para Fernando de Noronha eu resolvi procurar o site no Google. Então me deparei com esse site o Trem do Forró.
Para minha sorte apesar de estar lotado consegui uma reserva e depois de pago fiquei na expectativa.
No dia 26/06, sábado, eu sai de Olinda pensando em almoçar no Mercado São José no bairro do Recife, dar uma volta na região e seguir para o Marco Zero, de onde sairia o trem. Ao chegar no mercado vi que não era o mesmo como em Curitiba, apesar de grande, os espaços de alimentação eram ao redor e não gostei muito do que vi. Então comecei a andar pela região e já pensando no local gastronômico que estava no guia de Recife, próximo ao Marco Zero. E fui andando até lá. E não achei nada, que seria perto do Diário  de Pernambuco. Fui então até o Marco Zero para conhecer o local.
Sem achar um lugar para almoçar resolvi voltar pela ponte Mauricio de Nassau. No meio da ponte olhando para trás a esquerda vi um prédio com o letreiro Livraria Cultura ao lado de um outro antigo reformado. Parecia um shopping e caminhar até lá e não achar com um sol forte do dia, ia ser duro. Ao chegar próximo, vi que era o shopping do Paço da Alfandega, que alivio um lugar para refeição e dar um tempo até as 15 horas quando começaria o evento.

As 15 horas fui até o terminal marítimo para confirmar a reserva e pegar a camiseta do passeio. Os animadores já estavam lá, recepcionando todos e a medida que o tempo passava o povo chegava,. Aproveitei para comprar o CD do passeio com diversas músicas de forró. Quando encontrei uma garota do Espírito Santo, com um véu de noiva da junina. Ela falando que no ano passado tinha ido a Fernando de Noronha e descobriu o trem mas não pode embarcar, mas esse ano ela havia voltado. Bem eu contei a minha história e fui considerado sortudo.  Aparece o trem, e fomos para o embarque. Antes disso tirei várias fotos para os grupos que estavam lá e também tirei fotos tipo modelo, dançarino do trem do forró com algumas garotas. A essa altura fui promovido a noivo, bem muitos foram promovidos.
Na saída do trem forró, um grupo de músicos em cada vagão, com venda de bebidas, 10 vagões numerados e acredito que teriam uns 15 vagões. Seguimos até a cidade de Cabo de Santo Agostinho, na velocidade de 10 km/h com previsão de chegada as 19 horas.
Cada vagão um grupo animado com músicos cantando ou só tocando os instrumentos.  Passei por todos os vagões para ver o clima. Num desses encontrei uma garota que era dançarina animadora. Na  noite anterior a vi na junina do Sitio da Trindade, dançando um forró rápido deeee qualidadeee. Aí dancei com ela. Salvou o meu forró.
Em Cabo de Santo Agostinho-PE uma área coberta e um palco com cantores, sendo 01 a cada hora. Um pouco de brincandeira junina e uma volta pelas barracas, foto de um grupo de pífanos e fui comer um pouco,. No cardápio a canjica do nordeste e uma empadinha, afinal teria mais trem do forró no retorno as 20:30 h.
Na volta fui para o meu vagão número 02 indicado na fita. Lá um grupo baiano cantando axé com uma garota fazendo performance. Até que apareceu uma dupla "muito alegre" dançando e querendo concorrer com a mulata que se requebrava. Claro o pessoal do axé não perdoou e começaram a cantar "é viado, é viado" e eles (ou elas) nem aí. Fui dar uma volta para tentar encontrar a noiva no outro vagão. Não achei e resolvi retornar ao vagão anterior.
Ao me sentar, eu puxei conversa com uma garota que era de Salvador, comentei que aquele era o vagão mais fresco em todos os sentidos, o que provocou um sorriso. Conversamos um pouco até chegarmos de volta ao Marco Zero as 23 horas onde nos despedimos.
Peguei o táxi para Olinda. No caminho resolvi desviar para o Sitio da Trindade, onde supostamente teria um show da Elba Ramalho, conforme o taxista da noite anterior. Chegando lá descobri que não teria nenhuma atração e fui fazer um lanche. Resolvi voltar para o hostel em Olinda, preparar as malas para o dia seguinte e dormir. O vôo no dia seguinte sairia as 10:00 horas.

E assim durante 08 dias passei as férias no nordeste, com direito a festas juninas. Somente lá essa festa é repleta de colorido, entusiasmo e tradição, onde o povo nordestino tem a maior identificação, coisa que no sul não se faz mais. Isto está somente nas lembranças da minha infância. Aqui temos nos contentar com o sertanejo country, a moda do momento, inserido na junina.

Que tesão de férias!

Clique no slide para ver as fotos no Picasa em tamanho maior.





sexta-feira, 25 de junho de 2010

Da Ilha de Fernando de Noronha para Olinda-PE - Férias Juninas

Neste dia de São João eu estava saindo da ilha de Fernando de Noronha para Recife e Olinda-PE. Praticamente fiquei na pousada e na Vila dos Remédios até a hora da saída. O dia tinha começado com uma chuva leve mas logo o sol se apresentou.
As 16 horas saiu o vôo para Recife que foi tranquilo assim como a saída  do aeroporto para Olinda. É sempre bom chegar numa nova cidade sem aquele tumulto do dia-a-dia para se organizar.

Em Olinda fiquei no hostel da rua do Sol , no bairro homônimo, perto da praça do Fortim.  O hostel para mim é uma opção boa e barata e normalmente são muito bons. A única decepção até hoje foi o Hostel de Maceió-AL na praia de Ponta Verde, espero que tenham feito alguma coisa por lá. Além disso você pode conhecer outros viajantes inclusive do exterior, como foi o caso desse.

Bem já era quase noite e eu queria aproveitar o máximo de Olinda. Munido de informações e um mapa fornecido pelo hostel comecei a me virar entre as subidas das rua históricas de Olinda. Já num local  próximo ,a praça do Carmo, uma movimentação para a festa junina organizada pela prefeitura. Mesmo de noite já me impressionava pelo casario e patrimônio histórico. Em meio a ruas eu queria acabar um lugar para comer,  até vi no informativo que haveria um festival do mexilhão no restaurante o Maison do Bonfim. Bem nas praias do sul, em Santa Catarina por exemplo, o festival de marisco (mexilhão) é um evento popular com muita abundância sob tendas muito grandes.
Mas voltando a Olinda, fui a outros locais como bares que teriam evento de música, mas os mesmos estavam fechados nesse dia. Sei lá! Talvez por causa do feriado de São João. No caminho, junto a um bar fui abordado por um rapaz que disse que me acompanharia falando um pouco do local, já esperava isso e até previa um guia para o dia seguinte. Em meio a histórias típicas de guia perguntei de casa de forró na região e se ele conhecia alguém venderia uma rabeca. Então o guia voluntário de nome Gibran foi me levando em meio a ruelas e becos que me causavam um certo receio, afinal tudo era novo. E fomos parar numa rua que teriam músicos mais tarde da noite. Lá eu conversei com uma senhora de nome Odete que toca tambor. Bem não era o forró. E mais a senhora estava ocupada com uma oferenda para Xangô, ou seja, um local de candomblé. Ah descobri que Xangô era São João, afinal era o dia dele.
Seguimos retornando pelas ladeiras da igreja da Sé e até cortamos por dentro de um hotel Del Rey, 5 estrelas por ali, algo que sem o guia seria impossível e voltamos até a praça do Carmo.

Lá o guia Gibran deu a dica de comer na lanchonete Sargação, muito famosa no local e com ótimos sanduíches. Nesse momento combinei com o guia de sairmos na manhã seguinte cedo, porque teria o jogo do Brasil x Portugal e queria ganhar tempo. Adiantei uma parte pelo acompanhamento. Nessa altura, eu já tinha percebido quem era o Gibran e nos caminhos que passamos todos conheciam ele. Claro que todos lá são os melhores guias e a bem da verdade se há tempo você se vira.
Enquanto estava no Sagação me lembrei que já havia lanchado ali a 05 anos atrás quando viajei com um grupo de van de Curitiba a Natal-RN. Passamos por ali no começo da noite  em direção a João Pessoa-PB. Puxa nem me lembrava mais dessa história, porque foi muito rápido, mas na época eu nem fiz questão de ver muito porque não havia tempo.
Mais tarde da noite fui com um amigo do hostel, o Cézar (baiano e professor em Salvador), até a festa junina ali próximo na rua do Carmo, próxima a beira mar. Aliás Olinda não tem praia de banho de mar.

E no dia seguinte as 8:30 h, cadê o Gibran? Sem ele segui para o centro turístico para informações. Subi a rua São Francisco a igreja do mesmo, onde há diversas capelas no seu interior, por ter sido um convento. Lá dentro até perguntei para uma senhora da limpeza, se ela tinha idéia de quantas vezes aquele local já foi limpo deste o século XV. Ela me disse que além disso tem todo o cuidado para não comprometer a pintura. Fiz várias fotos, depois segui até a Igreja da Sé de onde se vê toda a região do Recife,  por ser a parte mais alta. Dei uma volta na igreja onde está enterrado o arcebispo Dom Hélder Câmara, que teve notoriedade durante a ditadura militar no Brasil.
Fui nas lojas para turista nas proximidades e as 10 horas fui numa choperia para acompanhar o jogo Brasil x Portugal. Quer dizer o Brasil do Dunga.

Durante o jogo quem apareceu foi o guia Gibran, com uma estória do atraso, combinamos de nos encontrar depois do almoço. No cardápio peixada pernambucana, com a presença do Cézar (alberguista). Depois seguimos pelas ruas com o guia, sob desconto,  por ser só pela tarde e até finalizar na casa do cantor Alceu Valença. Na sequência fui comprar minhas lembranças, um jogo de xadrez com figuras do cangaço de artistas famosos da região e uma rabeca. A rabeca é um instrumento rústico parecido com um violino, utilizado por forrózeiros no nordeste e fandangueiros nas regiões de Iguape e Cananéia no litoral de São Paulo e Guaraqueçaba e Ilha dos Valadares no litoral paranaense.

Mais a noite fui para a festa junina em Recife, no bairro Casa Amarela,  parque Sitio da Trindade, o melhor da cidade neste período. Desse local não tenho fotos por causa do medo de me roubarem a câmera. Eu estava numa cidade grande e com todos os seus problemas comuns das capitais brasileiras.

Clique no slide abaixo para ver as fotos no Picasa.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 4. Dia - Trilha do Atalaia, Fotos Subaquáticas, Planasub, Eclosão das Tartarugas Marinhas e Projeto TAMAR

Esse último dia de passeios requereu uma disposição física bem maior que os dias anteriores.

De Trilha do Atalaia, Planasub, Eclosão das tartarugas e base Tamar

As 08:00 horas estávamos na entrada da trilha do Atalaia que é limitada a 100 visitantes e condições da trilha. Seria possível um snorkeling mas sem nadadeira. Como eu aluguei uma câmera com caixa estanque com Chico Bala (chicodive@hotmail.com -  fone (81)9636-0407 e 8608-2119), precisei também de um colete porque não se pode tocar o fundo dos corais e proporciona maior estabilidade para fotos. Foi a coisa mais certa que fiz no momento.
Uma palestra do biólogo voluntário na trilha quanto as condições, a lembrança também de que se não usa protetor solar na praia do Atalaia por causa dos corais.
E seguimos a trilha com o guia JP e mais uma outra que não recordo o nome que juntou o grupo dela ao nosso. A primeira parte é considerada leve porque é de ida e volta para praia.
Na trilha era preciso cuidado com os estrumes de vaca e caminhamos até a praia onde se avista na direita a ilha do Frade. Chegando a praia um mergulho de 30 minutos. Foi a minha 1. experiência com uma câmera na água e posso dizer que tive sorte pelas fotos que tirei, inclusive de um pequeno tubarão, como se pode ver clicando na apresentação abaixo:



Depois dessa praia retornamos a bifurcação da trilha para a parte longa de 1400 metros. Parece pouco mas nas fotos poderá se ver que não era tão moleza assim. Muita pedra oval, espinhos da vegetação e o sol a partir das 10:00 h. Outra parada para fotos subaquáticas num local que precisa ir gatinhando para não escorregar na pedra, ainda mais com uma câmera na mão. A caminhada segue até a enseada da Caieira que fica próxima do porto. No final já eram quase 13:00 horas e paramos para o almoço.
Mal deu tempo de almoçar no Flamboyant e 14:00 h estávamos de saída para o planasub no porto.
O planasub foi o passeio mais emocionante. Tudo porque não saberia como me comportaria sendo rebocado a 4 km/h pelo barco, usando somente a máscara e tentando afundar até onde os ouvidos aguentarem. sim porque puxado e fazendo a descompressão foi uma tentativa difícil.
Quando me acostumei fiz vários mergulhos e vi pessoas com cilindro embaixo, cardume de sardinhas, corais, diversos peixes, e as peças do navio greco que naufragou na década de 30 do século passado. O navio teve que ser explodido para liberar a navegação no local. Foi uma experiência única. Pensei que uma hora sendo puxado seria muito cansativo, mas foi deeeeeee qualidadeeee.
Na volta para o porto tirei fotos de uma pescaria de marlin e atuns. É possível contratar um passeio para pesca na ilha. No retorno ao bar próximo do porto soubemos por visitantes que estavam ali que haveria a eclosão das tartarugas marinhas na praia da Cacimba do Padre. Entramos no passeio daquele grupo e seguimos para lá. Essa foi a surpresa do dia que ficou registrada nas fotos.
A noite as 21:00 h, uma palestra na sede do projeto TAMAR e depois uma pizza com forró na Bar do Cachorro, na direção da praia do mesmo.

Clique na apresentação para ver as fotos no Picasa.


Constatações do viajante na Ilha de Fernando de Noronha

01- O período de Junho e Julho está sujeito a mais chuvas que ocorrem em curtos períodos mas quando voei de Recife a Fernando de Noronha, aterrisamos sob chuva.

02- O aeroporto da ilha tá precisando de reformas, e não seguiu o mesmo da Infraero, talvez por ser do estado de Pernambuco.

03- O receptivo da Costa Azul não houve estavam perdidos. E como a operadora lá é a Martur que veste vermelho não tem nada de azul.

04- De nada adiantou, só o desconto por ter reservado o passeio antes, porque em termos de programação poderia dizer que o primeiro dia ficou por nossa conta, mas preferiria que isso fosse no último dia. Na próxima vou tentar pela Atalaia.

05- Existem diversas pousadas domiciliares na vila dos Remédios, porém o café da manhã é por conta, e não há bares ou panificadoras abertas antes das 08:00 h, somente o mercado Breakfast (porque será?) que abre as 7:00 h e fecha as 22:00 h.

06- Águas límpidas, preocupação com o meio ambiente, que apesar de tudo sofre com alguns deslizes.

07- O IBAMA  passou o controle para uma ONG, a ICMBIO que faz o controle ambiental da região. Parecem bem exigentes no conceito ambiental.

08- A usina termoelétrica a diesel da ilha se chama Tubarão.

09- Existe uma usina de lixo que faz uma separação para compostagem e todo o lixo da ilha segue de navio para Recife.

10- Todo o gasto na ilha é o dobro do continente, porque os produtos vem de navio ou de avião. Mas ninguém vai ficar pobre durante as férias.

11- A taxa TAP de permanência na ilha sofre progresssão a cada dia sendo que 30 dias na ilha como turista custa cerca de 3000 reais. Aí dá pra ficar pobre passando mais de um mês.

12- Existem opões para comer com self-service, mas há também extravagâncias como comer um peixe a lá carte numa pousada a 120 reais por pessoa.

13- Fui numa missa de domingo, que teve padre, e isso é raro para os habitantes.

14- Na véspera de São João é costume no nordeste acender uma fogueira na frente de casa. Na ilha a lenha é liberada pela usina de lixo. Não é permitido fogos de artifícios.

15- Quero voltar numa próxima oportunidade de preferência com milhagens que ajudam muito.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 3. Dia - Passeio de Barco, Snorkel e Caminhada Histórica


De Passeio de Barco e Caminhada Histórica em Fernando de Noronha-PE

O 3. dia em Fernando de Noronha significa o 2. do pacote de passeios. ainda no dia anterior a Costa Azul não tinha se achado tanto que tive que imprimir o comprovante novamente.
O passeio do dia seria de barco de um extremo a outro da ilha pelo mar de dentro, saindo do porto. Um passeio de 04 horas.

Começa falando das ilhas Rasa, Sela Gineta, Rasa e segue costeando as praias do Cachorro, Boldró, Cacimba do Padre e Ilha Dois Irmãos. No percurso um encontro com os golfinhos que vem junto ao barco para distrair protegendo as fêmeas e os filhotes.
Depois uma parada na baía do Sancho para snorkelling de 50 minutos. A transparência da água é para mergulho autônomo de 30 metros se possível, faltou aqui uma câmera subaquática, aliás todo o mergulho  em Noronha requer uma câmera subaquática. Só fui descobrir o aluguel de câmera no dia seguinte com o Chico Bala (chicodive@hotmail.com), ao custo de 50 reais por dia.
Depois de quase 50 minutos saímos para o outro extremo que é a Ponta da Sapata.
Na volta algumas pessoas optaram pelo planasub de 20 minutos. O nosso planasub seria no dia seguinte com duração de 01 hora na praia do porto.
O barco seguiu até a pedra do rugido do leão. Nesse local há uma caverna subaquática, quando o mar recolhe para formar a onda aparece uma bolsa de ar na pedra, quando a onda avança esse ar é espelido pelas fendas da rocha, causando um som semelhante ao rugido do leão ("mugido" como ouvi de alguém por lá). Esse efeito aparece em outras praias como a praia do Leão do blog anterior.
Assim ao meio-dia terminou o passeio de barco. Parada para o almoço na vila dos Remédios e ás 15:30 h a Caminhada Histórica na Vila até o Forte de N.Sra. dos Remédios com o guia Messias, que se auto intitulava o en"viado", são palavras dele.
Como no 1. dia havia feito várias fotos de lá só precisava complementar com mais algumas. E também a tarde com a tormenta (uruguaia falando) surgindo, não sairiam boas fotos.

Clique no slide para ver as fotos no Picasa.




segunda-feira, 21 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 2. Dia - Começa o Pacote de Passeios

De Ilha Tur

O segundo dia na ilha começaria com o primeiro passeio Ilha Tur. Esse passeio é feito via terrestre com veículo apropriado e serve para uma noção de toda ilha, passando por lugares que talvez se queira retornar. Talvez não, com certeza.
À primeira visita, para nós foi um tanto atrapalhada, uma passada na baía Sueste e depois em direção ao porto. Lá perguntaram se a gente faria o mergulho autonômo, e estávamos no passeio errado. Seguimos então para o mirante da praia do Sancho. Agora sim estávamos com o grupo certo com o guia Anderson.
Lá uma pequena trilha para fotos do alto. Depois uma descida para praia, em meio a fenda ali existente. A praia do Sancho fica próxima a ilha Dois Irmãos. Lá na praia um mergulho para curtir e algumas fotos. Encontrei o morador intruso da ilha o mocó, uma espécie de esquilo, preá ou porquinho-da-índia. Esse habitante intruso foi colocado para servir de alvo dos militares da ilha, até então o único inimigo. Nos dias de hoje não se atira mais nesse bicho, então passou a ser uma praga que se alimenta principalmente dos ovos de tartaruga.
Depois do almoço no Flamboyant na vila dos Remédios teríamos logo o compromisso para mergulho de snorkel na praia de santo Antonio próximo ao porto, Nesse local pude ver vários peixes e tartarugas, além de lagarta de fogo em meio aos recifes. Essa praia tem destroços de um navio greco naufragou ali mesmo e foi explodido para liberar a navegação local, mas essa história vai ficar para o dia do planasub.
Saímos para o local perto do porto onde fica o Buraco da Raquel. O Buraco da Raquel é uma rocha com uma gruta na beira da praia. Diz o guia que a Raquel era uma filha do militar da ilha responsável pelo presídio, trilha problemas mentais e quando fugia, se escondia nessa pedra. Os soldados já sabiam onde ela se escondia. Outra parte da lenda diz que era o local onde ela seduzia os soldados. Histórias que contam lá.
Logo ali perto fica o museu dos tubarões, onde no pátio em frente tem esculturas que lembram os animais da região e se tira fotos bem engraçadas. No museu, ossadas de diversos tubarões e fotos com descrições. Uma loja ao lado de lembranças do museu e uma lanchonete bem adequada porque serve petiscos de tubarão, isso mesmo afinal é um peixe.
Saímos para outra parte da ilha na praia do Bode, lá ficamos um pouco só para fotos, porque entrar na praia ali não era muito aconselhável pelas correntezas e ondas variadas, boa para o surfe.
Já era meio da tarde e fomos para a praia do leão onde tem uma rocha na frente que lembra um rinoceronte. A batida das ondas na rocha causam um som que lembram o urro do leão. O leitor vai ver muito que as praias tem nomes de bichos nos blogs dessa sessão sobre a ilha.
Seguimos depois para praia Sueste onde é a morada das tartarugas. A água lá estava turva por causa de um mangue próxima então a visibilidade para snorkel não era boa. Entrei na água um pouco, tinha muita alga na beira o que na minha saída quase pisei num cação (tubarãozinho). Até queria mergulhar de snorkel, mas teria que ser de colete porque não pode tocar o fundo e o grupo que eu estava não tinha tanta disposição para ir junto uns 100 metros a frente.
Mais tarde fomos ao local onde deu o nome a praia da Cacimba do Padre. Havia um padre que morava nessa região. Certo dia ele viu uma nascente próxima a sua casa e começou a cavar. Essa nascente deu origem a um poço de água doce que abastecia a ilha, e conta com aproximadamente 20 m de profundidade, hoje tampado em desuso. O poço era a cacimba do padre, que deu nome a praia próxima famosa pelos campeonatos de surfe, com ondas de 3 metros de altura.
Uma caminhada na praia e estávamos do lado direito da ilha Dois Irmãos. Nesse local nos próximos blogs terá a eclosão das tartarugas marinhas. Passamos um morro e estávamos numa prainha com piscinas límpidas, próximo a baía dos Porcos.
Final de tarde fomos para o pôr do sol no mirante do Boldró. A noite um café com tapioca na praça da vila dos Remédios.

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domingo, 20 de junho de 2010

Ilha de Fernando de Noronha 1. Dia - Por Conta do Visitante


De Fernando de Noronha no 1. dia

Há 02 anos atrás quando fiz uma viagem com a TAM para os Estados Unidos, eu já projetava essa outra viagem devido as milhas que conseguiria no valor de 10.000 e juntaria mais 10.000 para uma viagem para qualquer lugar do Brasil.

Como a milhagem venceria no mês de maio teria que fazer uma viagem até julho. Preferi então juntar as belezas da ilha de Fernando de Noronha com o período das festas juninas, outra idéia de 05 anos atrás quando conheci o nordeste começando por Natal-RN, mas para isso mais 10.000 milhas.
Assim, parti no dia 19/06 rumo a ilha de Fernando de Noronha, o período anunciava chuva nesse dia, e a chuva foi implacável nos estados de Pernambuco e Alagoas. Para minha sorte cheguei em Recife depois da chuva, mas com atraso, porque ela se estendeu até o Rio de Janeiro, segurando lá o voo da Trip para Noronha.
A chegada ao aeroporto de Fernando de Noronha foi sob chuva fina, mas o avião é apropriado para o tipo de pista.
No receptivo da Costa Azul no aeroporto já notei que eles estavam perdidos o que na sequência causaria uma certa confusão. A Costa Azul é uma das empresas de turismo que fazem os passeios na ilha. O contato é a Target em Recife através do site (clique aqui). Foi uma das dicas do Daniel um amigo (Lavai Lama Bikers) que esteve na ilha em Fevereiro de 2010 e teve a impressão que seria melhor. A Costa Azul é boa, atenciosa mas estava perdida nas informações. Pro meu azar esqueci o comprovante de pagamento do passeio, mas nada que a Internet naquele momento não providenciasse.
Então fui rumo a pousada da Iris, que foi outra dica do Daniel, uma pousada domiciliar com frigobar e ar-condicionado, menos café da manhã.
Horas antes tinha chegado uma amiga também de Curitiba, Simone, que sabendo da minha viagem, pediu para me acompanhar no mesmo período. Ela também não estava na lista do receptivo apesar de ter o comprovante em mãos.
Como já era noite teríamos que aguardar o dia seguinte para saber do passeio, porque havia uma previsão de chuva, que na verdade a operadora estava lotada de passeios e como tinhamos um dia a mais na ilha eles nos colocaram no seguinte.
Assim no dia seguinte tirei as primeiras fotos, fui para o café na cozinha da pousada Golfinho, onde estava a Simone. Detalhe o café a gente compra no mercado e prepara na cozinha mesmo, isso todo dia, porque a Vila dos Remédios não tem panificadora que abre antes das 8:00 horas quando começam os passeios.

Na programação do dia ver como ficou a reserva dos passeios, caminhada nas praias próximas como a da Conceição, do Meio e do Cachorro para banhos de mar, almoço no Ousadia e jogo do Brasil x Costa do Marfim no Ginca Bar, um bar bem bacana na Vila dos Remédios. A noite uma caminhada até a igreja N.Sra dos Remédios e missa as 20:00 horas, com a presença inédita de um padre e vários turistas potiguares, gaúchos, italianos e catarinenses e curitibanos.

Clique no slide para ver as fotos no Picasa. 




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